É tempo de agradecer

Tradicionalmente estamos entrando no período do Advento que compreende a festa cristã de Natal seguida das celebrações de virada de ano, conforme padrão calendário juliano.

Geralmente, nos concentramos no que nos é agradável, como o fato de chegarmos até aqui usufruindo de boa saúde, lembranças de momento felizes como casamento de um ente querido, nascimento de um filho, uma nova oportunidade de trabalho que surgiu ou até mesmo uma promoção na carreira, alcançado o sonho de ter adquirido uma nova casa e ter-se mudado para esse novo lar, assegurar que todas as obrigações econômico financeiras estão quitadas e ainda nos restou algum valor para poupar visando reserva para uma necessidade ou para compor um novo sonho. Todas essas questões são objeto de nossa gratidão.

Na contrapartida, existem sem dúvida os contratempos, dificuldades e adversidades que também foram enfrentadas no curso de nossas vidas, até presente momento. Como, então, agradecemos aos tempo difíceis?

De forma recorrente, escutamos as pessoas indagarem por que razão eventos ruins ocorrem às boas pessoas? Trata-se, sem dúvida, de uma pergunta bastante significativa abordada por muitos estudiosos. Muitas são as respostas, até mesmo simplistas, e que nos oferecem respostas satisfatórias. Sem dúvida, para aqueles que creem, seja qual for a opção religiosa escolhida, não se encontra qualquer menção que sugira que restrinjamos esse período de Natal apenas às experiências positivas.

Sem exceção, em 1 Tessalonicences 5:16-18 nos recorda que devemos estar sempre alegres, agradecendo em qualquer circunstância, já que esta é a vontade de Deus para nós em Jesus Cristo. Fé é o que se crê sem mesmo saber a razão. Talvez, à frente, algum evento possa nos mostrar o porquê daquilo, que a priori, entendemos como uma experiência negativa, dolorosa. Isso implica que se agradecemos de forma sincera, nos conscientizamos de que esses momentos difíceis são regularmente aqueles em que mais amadurecemos nos âmbitos pessoal, profissional e espiritual. A forma como respondemos a essas adversidades, revelam a autenticidade de nossa fé e confiança para com nosso Criador.

Tempos difíceis, tempos de bônus e de 12 em 12 meses, a temporada do advento. Que possamos, com nossas habilidades de diversas ordens, estendermos nossa gratidão a cada um dos 365 dias do ano, sejam eles mais ou menos agradáveis aos nossos olhos.

Feliz Natal a todos de forma indistinta, ano promissor em todas as searas.

Gestão Lean em Hospitais

Há 45 anos no mercado – 33 deles vivenciados na indústria e multinacionais, 9 deles em serviços de saúde e aproximadamente 3 deles em consultoria e mentoria – posso assegurar que a filosofia lean perpassou os muros das fábricas e se instalou para ficar na área hospitalar. Essa garantia ofereço através de experiência própria quando convidada para adaptar o lean manufacturing em lean health.

Os primeiros sentimentos foram de hesitação já que minha formação em antropologia e administração não falava a linguagem dos médicos, dos enfermeiros, dos farmacêuticos. Com apoio da área financeira e a contratação certa de um profissional que me ajudou muito, conseguimos levar essa mensagem de modo que esses profissionais da saúde pudessem entender o que se pretendia e como o faríamos. Nosso esforço resultou em um case de sucesso na área hospitalar, referência em Curitiba e no Estado do Paraná.

Este trabalho também me rendeu o convite para docência em pós graduação na área da saúde, onde a constatação do que faço pode ser observada in loco, nas visitas técnicas que oferecemos aos alunos, atestando que dá para se fazer mais com menos e melhorar sempre.

Através de toda essa experiência pudemos demonstrar que a área de Suprimentos pode ser um centro de Receitas e não de Despesas como largamente rotulado.

Em 2014, esta área ofereceu no grupo onde atuava, um resultado da ordem de 101% em relação às metas estabelecidas para aquele exercício.

Gradualmente, estas experiências foram ganhando corpo desde os primeiros passos em 2006, envolvendo as várias áreas do complexo hospitalar onde atuamos (5 hospitais e 1 plano de saúde).

Hospitais e entidades que atuam na área da saúde são diferentes, mas os conceitos lean se aplicam igualmente, pois muitos dos problemas são comuns, assim como os métodos que os abordam. O acúmulo de desperdícios é frequente, como em qualquer organização. Pacientes esperando, inúmeros retrabalhos, movimentações e transportes desnecessários, exames e procedimentos desnecessários, medicamentos e materiais em excesso ao mesmo tempo em que há faltas, equipamentos ociosos ou em falta, colaboradores estressados e/ou ociosos, entre outros. E o que é valor para os pacientes como, por exemplo, ser atendido e ser tratado, também é evidente.

Tudo se inicia com a observação direta e lembrando que neste segmento, diferentemente da indústria que pode realizar um recall de produto, por mais que isso lhe custe em recursos financeiros e de imagem, no atendimento direto ao paciente, desde o back desk até o front desk não há recall de paciente. Não temos poder de dar vida mas podemos oferecer o nosso melhor a partir dessa realidade que nos leva a fazer certo da primeira vez, onde o fator tempo (lead time) é crucial.

A disseminação do Trabalho Padronizado para médicos, pessoal de enfermagem, técnicos, pessoal administrativo e demais envolvidos nos bastidores com a implementação efetiva e real, cumprimentos de protocolos clínicos que saem do papel e ganham vida no dia a dia, de políticas, normais, procedimentos e manuais, têm permitido que as instruções e orientações sobre como o trabalho deve ser executado através de um maior rigor e disciplina, substituindo políticas e práticas informais, quando existem. Isso tem garantido substanciais melhorias na qualidade, nos custos e na segurança do paciente e profissionais envolvidos.

Um sistema Kanban pensado especificamente para medicamentos, materiais médicos, implantação de um sistema 5S com recorrentes programas de capacitação e refresh dos envolvidos, acompanhados de diversas outras ferramentas que o lean oferece (você pode identificar as que melhor se aplicam à sua realidade, consultando nossa planilha de ferramentas (lean tooling).

Os resultados conquistados por este conjunto de métodos e ferramentas tem sido a redução substancial de custos tangíveis e não tangíveis (análise crítica do que está “por trás de…”), maior segurança dos pacientes, maior satisfação dos funcionários que se tornam colaboradores, através de maior iniciativa e senso de propriedade com consequente upgrade de resultados e níveis de qualidade.

Se você é gestor da área da saúde agende uma visita minha pelo fone: (41) 99604-0789

Dois pontos críticos para superar a crise

Em meio à crise sem data para terminar, pergunto: O que sua organização precisa fazer para sair desse momento de forma mais consistente?

O longo período de recessão que estamos vivenciando tem causado um impacto de grande porte no desempenho da ampla maioria das nossas organizações. A queda nas vendas, nos lucros e o aumento do desemprego levou as empresas a colocarem em prática um intenso esforço de redução de custos, notadamente desde os idos de 2014.

As empresas que atuam no sistema lean já tem incorporado em seus DNAs esses esforços de redução de custo, eliminação de desperdícios, otimização de recursos e maximização de resultados.

Isso posto, restam as questões:

  • O que deve então ser realizado?
  • O que ainda não foi feito?
  • Quais as prioridades a serem focadas?

Em um primeiro momento as ações acima colocadas, além da análise da folha de pessoal, enxugamento da mesma e afins foram focados na área de manufatura, mas também se faz necessário colocar-se holofotes nas demais áreas de negócios.

Dois pontos críticos de atenção para superar a crise

Desenvolvimento de produtos – portfólio amplo é bem visto em períodos de crescimento e estabilidade econômica, mas não em períodos de recessão. Grande variedade gera grande complexidade, redundâncias, retrabalhos, aumento de lead time, custo elevado, qualidade deficiente entre tantos outros aspectos. Em épocas de crescimento esses aspectos ficam submersos (efeito iceberg, ou o popular “buraco é mais embaixo”) e só se evidenciam nos períodos de crise.

Novas práticas de gestão para Marketing e Vendas – gerenciamento cotidiano com ampla capacidade de análise crítica sobre dados, fatos, comportamento do mercado e dos clientes a partir de uma análise substancial do que é de fato, neste momento, valor para o cliente, medição e controle dos índices de satisfação ou não desses mesmos clientes.

Com mais de 40 anos no mercado corporativo, implementei o modelo lean em grandes organizações e posso afirmar que a combinação acima permite oferecer à organização um novo modelo e patamar de desempenho.

Seu negócio já aplica esses modelos? Comente abaixo.

Diferenças entre gestão lean e tradicional

Falamos com tanto entusiasmo da gestão lean, no entanto este entusiasmo este calcado na experiência real de cases de sucesso. No que, então, difere essa forma de gestão da moderna tradicional ainda vigente em muitas organizações?

Nesta tarefa de mudança, as organizações se perguntam:

  • Quantos e quais níveis devem/precisam ser definidos?
  • Quantos e quais cargos devem estar no organograma?
  • Qual o espectro de autonomia e controle de cada cargo?
  • Qual a melhor forma de garantir oportunidade de carreira e crescimento aos colaboradores?
  • Como lutar contra a burocracia?
  • Como evitar sobrecarga dos colaboradores?

Para responder essas questões é preciso que se tenha uma visão implícita dos papeis e funções envolvidos, estilo de liderança e modelo de gestão a prevalecer. Essa linha de pensamento auxilia esse processo de transformação a não incorrer no risco de permanecer em estrutura de comando e controle com gestão sob a égide da obediência e que sabidamente não agrega valor.

Ao longo das últimas décadas, com os processos de reengenharia e dowsizing, salientou-se a questão de redução de níveis hierárquicos e de estilos participativos de liderança, enxugando os níveis das estruturas organizacionais a fim de oferecer um maior grau de participação dos colaboradores. O que não pode ocorrer é que dentro desse clima de participação se assuma que cada um possa fazer do seu jeito, pois dessa forma a tendência é da perda de foco e do nível necessário de controle.

No pensamento ou modelo lean de gestão o ponto alto é de que a Responsabilidade é mais importante que a Autoridade. O controle é necessário mas de tal forma que o processo de definição de estratégia, forma de envolvimento e participação dos colaboradores possa ser advindo de consenso, tendo como ponto de vista total o atendimento das necessidades e desejos dos clientes finais, ao que denominamos no lean de cadeia de ajuda, que pressupõe a figura de uma pirâmide invertida onde cada nível se apoia continuamente. Responsabilidade e Iniciativa são as palavras chaves em um processo de liderança “siga-me” e não do “faça o que estou mandando”. É aqui que entra o outro elemento do pensamento lean que é a atitude GEMBA, que aproxima os líderes do chão de fábrica que é onde tudo acontece.

O que à primeira vista pode parecer muito similar entre o modelo tradicional e o modelo lean, de perto percebemos diferenças colossais, já que os modelos se propõem a propósitos distintos e que estimulam atitudes e performances diversas. Aí está a grande diferença entre esses modelos. Trata-se de uma evolução no modo de pensar e atuar das organizações.

Desdobrando a estratégia sob o conceito lean

Quando falamos do pensamento lean, uma das principais preocupações é justamente o envolvimento real da Alta Administração – que é responsável pela definição da estratégia – de forma a garantir que esta seja desdobrada pelos diversos níveis da organização, permeando esses níveis de modo consistente e envolvente e garantindo o comprometimento necessário para o sucesso do negócio.

Lembrando que falar é fácil. Difícil é conseguir o mencionado comprometimento. A tarefa árdua é justamente vencer os obstáculos e dificuldades para um desdobramento consistente dessa estratégia e definir de maneira objetiva e transparente as principais metas e objetivos a serem alcançados. É o conhecido Hoshin Kanri que passou a ser utilizado a partir da década de 60.

Cuidados precisam ser tomados a fim de se evitar as limitações da gestão tradicional. Essas limitações são, por exemplo:

  • desdobramento apenas vertical ou apenas quantitativos;
  • estabelecimento de planos de ação genéricos e sem consenso geral;
  • não observância do correto envolvimento emocional dos colaboradores (comprometimento);
  • falta de PDCA assegurando a união dos elos de toda a cadeia para garantir-se a sincronia dos processos;
  • falhas de comunicação;
  • tratativa simplista do que é essencial;
  • entre outros.

Há que lembrar que a busca por soluções para os problemas não podem ser comprometidos em função de modelos de insucesso onde o estilo de liderança esteja calcado no comando e controle o que demonstra que ideias e sugestões de baixo para cima não tem lugar.

O desdobramento de estratégia não se trata de um simples processo contábil mas sim gerencial que não pode se limitar a uma foto do que foi proposto verso ao que foi atingido, é muito mais profundo!

Dentro do pensamento lean, como fazer isso tudo do jeito certo?

O ponto chave está em uma atuação do gestor que:

  • estimule a cada colaborador a tomar iniciativas;
  • que desenvolva a capacidade de resolver problemas e tornar o seu trabalho cada vez melhor mas de “forma científica” e não informal.

As metas e planos estabelecidos devem sem dúvida, ser desafiadoras mas também devem ser factíveis.

O pensamento lean contribui, à título de exemplo, através da ferramenta A3. Ferramenta esta que enseja dados, hipóteses, causas, contramedidas que oferecem um contínuo questionamento nos dois sentidos (vertical e horizontal) que o PDCA irá sempre checando e agindo, garantindo um monitoramento pontual, consistente e constante para que o processo todo ocorra de forma ordenada e alinhada e não perdendo de vista o foco do que é macro no negócio. E, aqui entra em cena outro talento do gestor que é a capacidade de enxergar as possibilidades de futuro a médio e longo prazo dos líderes da organização.

Ao contrário do que ocorre com gestão moderna tradicional, na gestão orientada pelo pensamento lean, o desdobramento da estratégia ganha vida e engaja as pessoas, cria forte definição de foco, alinhamento e resposta rápida, eficiente e eficaz a fim de se enfrentar as contínuas e pouco previsíveis mudanças no ambiente.

E a sua empresa, como trabalha o desdobramento da estratégia?

Entre em contato e vamos conversar à respeito?

Atitude de coração nos negócios

Atitude de coração nos negócios

O que você entende por atitude? Cobra-se tanto hoje em dia no trabalho, na política, na vida pessoal, etc. Entretanto, nossas atitudes se constituem nos elementos mais críticos ou forças com vistas ao nosso sucesso no mercado de trabalho e nos negócios.

Não raro, os departamentos de recursos humanos elaboram instrumentos de avaliação de desempenho e perfil a fim de mensurar potenciais candidatos a uma posição na empresa ou para mensurar a performance daqueles que já fazem parte do quadro.

Então surge a questão: como podemos mensurar atitude de forma ética, correta e justa, já que se trata de algo inquantificável matematicamente falando?

A vivência nos traz, além do conhecimento, a sabedoria, elemento essencial para uma vida bem vivida e fator crítico de sucesso para preparar as novas gerações que nos sucederão a fim de que possamos realizar uma boa passagem de bastão e transmissão de legado. Assim, o fator tempo nos permite identificar uma importante verdade: todos apresentamos diferentes atitudes sobre muitas coisas. Faz parte da natureza humana a formação e opiniões, influenciar pessoas através de nossa forma de pensar e agir. Como li outro dia em um artigo em que o autor dizia:

“…temos direito às nossas próprias atitudes, mas por vezes nos mantemos distantes da verdade e obstaculizamos as relações com os outros, com o nosso entorno”.

Nossas atitudes podem contribuir para mudanças preciosas de paradigmas, mudanças estas em nossa forma de pensar, na forma como enxergamos a vida em geral, bem como daqueles que se encontram ao nosso redor. O ponto crucial está justamente em encontrar uma medida correta e justa para avaliarmos e valorizarmos os outros já que temos consciência de que cada um é cada um, únicos e indivisíveis.

A diversidade que tanto se fala na atualidade está mesclada com valores que estão invertendo alguns outros, que nos são farol para nossas atitudes. Mas a sabedoria de vida e a retidão de personalidade e valores pessoais, calcados em nossa formação e crença funciona como guia para que possamos em nosso dia a dia, em nossa atuação plural, desenvolvermos uma atitude de coração que nos permita avaliar e valorizar perfis, forças, talentos e oportunidades em cada um que se encontra sob a responsabilidade de nossa gestão de forma justa, competente e profissional.

E você? Tem revisado os valores que guiam sua atuação pessoal e profissional? Deixe seu comentário, vou adorar aprender com você!

Estabelecendo expectativas às equipes

Muito se fala sobre estabelecimento de expectativas para nossas equipes. Podem ser elas de caráter individual, tais como resultado, produtividade e objetivos individuais, mas também podem ser expectativas gerais da organização como alinhamento da missão e valores corporativos em cada uma das funções que fazem parte da estrutura organizacional, assim como aumento de vendas, margem de rentabilidade, aumento de market share, de mark up, etc.

Para tanto, uma forma clara e objetiva de comunicação — para transmitir aos associados o que deles se espera, bem como a forma como devem ser alcançados — é fundamental para evitar-se desvios de percursos e assegurar-se que sigam o conceito SMART: específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais.

Temos que ter em mente que em um processo de liderança os desafios são necessários mas não descolados da realidade de cada negócio, de cada organização de cada equipe. A “subida de barra” ocorre mas sempre de forma consistente e em consonância com os recursos técnicos, humanos e de cenários. Enfim, precisam ser factíveis (temporais como diz o conceito acima colocado). Todo esse processo requer um planejamento prévio detalhado em:

  • processo e tempo;
  • estabelecimento também de planos de contingenciamento (plano “B”);
  • comunicação clara sobre o todo e o detalhe;
  • estabelecimento de metas e planos de ação;
  • controle e monitoramento sendo finalizado pela apuração dos resultados tangíveis e não tangíveis;
  • compartilhamento das conclusões;
  • ações do futuro próximo e remoto;
  • valorização individual e coletiva e seu consequente reconhecimento.

Ante todo esse cenário, fica claro os laços fortes que devem unir cada membro dessas equipes e que assegure que todos eles assimilaram em seus DNAs a causa pela qual deveriam ser unir em prol de um mesmo propósito.

Gostaria de compartilhar alguma experiência tua neste sentido?

Dança das cadeiras ou das carreiras?

Muitos de vocês devem se recordar de brincadeiras coletivas no colégio na hora do recreio ou em festinhas de aniversários de nosso coleguinhas e amiguinhos. Lembram daquela brincadeira em que se alinha duas filas de cadeiras uma de costas para a outra e tínhamos que ficar andando rápido ou correndo (e muitos de nós saltitando!) ao redor dessas cadeiras enquanto se ouvia uma música animada. Quando a melodia era interrompida todos nós tínhamos que conseguir sentar em uma cadeira, mas…. sempre haveria uma cadeira a menos em relação ao número de crianças que participava. E assim caminhava a brincadeira até que restasse apenas uma criança que era a ganhadora do jogo, pois conseguira sentar-se em todas as rodadas. É a famosa dança das cadeiras.

Dessa ilustração podemos apreender uma lição para nossa vida no mercado de trabalho, ou seja, se não queremos ficar lutando para ficar com a última cadeira, devemos sempre ter a nossa própria que significa sermos criativos, encontrarmos nosso próprio caminho, termos nossa própria voz, perseguimos o que podemos realizar de melhor, de forma entusiasta e apaixonada.

Correr, lutar por uma cadeira é engraçado e divertido quando se é criança, tudo é folguedo, mas não quando já se é adulto. É comum, face ao cenário nacional e mundial que hoje vivenciamos, vermos organizações reduzindo pessoal como medida encontrada para reduzir-se custos que outrora foram prósperas mas agora face ao mencionado panorama econômico das nações se luta de forma ferrenha apenas pela sobrevivência.

Isso posto, nada mais natural que surja a questão: como podemos então carregar nossa própria cadeira se as oportunidades e vagas estão diminuindo? Digo à vocês, por experiência própria ao longo de mais de quatro décadas no mercado, que na verdade a pergunta correta seria:

Qual é a minha cadeira?

Quais são os meus pontos fortes, meus expertises e experiências de trajetória que me colocam em vantagem ou que me permitem construir um novo nicho de carreira?

  • Somos únicos profissional e pessoalmente – todos portamos em osso DNA um biótipo, uma personalidade, interesses, talentos, experiências de vida que são únicos. Portanto, cada UM é UM!
  • Nada ocorre por acaso no mundo – portanto, é notório que o que transcende contém a essência que nos habilita a realizar o que fazemos.

A isso se denomina descobrir ou rever significado de vida / de carreira!

Que tal tomarmos um café e conversarmos à respeito?

O que as Sequoias têm a ver com o seu negócio?

Pela minha experiência pessoal de amar viajar, o Canadá é um de meus países preferidos, pelas culturas francesa e inglesa, pela natureza magnífica com fauna e flora exuberantes. Adoro cada vez que viajo seja para a costa leste ou oeste. Em relação à natureza, o destaque está nos plátanos multicores na incursão das estações e nas portentosas sequoias ou redwoods como são chamadas tanto lá como nos EUA. No caso destas últimas, recentemente tive uma lição sobre estas árvores que tomam grandes alturas. Chegam a ultrapassar 90 metros de altura e oito metros de diâmetro e são extremamente longevas, chegando mesmo até mais de mil anos.

Cientistas dizem que um dos fatores de maior relevância que garante essas características de resistência e longevidade tão extensas está no sistema de entrelaçamento das raízes, através do qual compartilham força e recursos vitais que as permitem crescerem saudáveis para o enfrentamento das intempéries e fenômenos naturais adversos.

A partir dessa ilustração pensem comigo: e se nas nossas organizações pensássemos como sequoias? Nos últimos tempos a tendência é contrária a esse exemplo uma vez que se reforça a questão da independência, do estrelato individual, da competição. Nenhum problema à esse respeito; é justo se reconhecer aqueles que se destacam, mas não podemos nos esquecer que no nosso cotidiano, em todas as circunstâncias, juntos temos capacidade para realizar mais do que de forma isolada.

Também é inegável o quão gratificante é o resultado de um trabalho em equipe, onde cada um entra com suas forças, talentos e dons compensando de igual forma o conjunto de fraquezas e debilidade que cada um de nós também possui. Em todas as posições todos necessitam de expertises para planejar, preparar, apresentar, vender produtos e serviços de forma eficaz e rentável. Neste mundo hostil, de capitalismo selvagem, como é conhecido, a possibilidade de se reunir esforços para se trabalhar junto focando um bem comum, a exemplo das sequoias e seus sistemas radicais de maximização de crescimento, é um bem de valor intangível mas essencial para o sucesso do negócio.

Tenha em mente que:

  • Juntos se pode prover suporte e assistência necessários.
  • Juntos se pode compartilhar benefícios mútuos.
  • Juntos se consegue atingir melhores e maiores resultados.

Como é o trabalho de equipe em sua empresa? Como você lida com trabalho em equipe? Estou curiosa para te ouvir e aprender com você. Deixe seu comentário!

Aprendiz de tudo, mestre de nada

À despeito do acelerado avanço da tecnologia como ferramental à nossa disposição para facilitar nossa vida, é inegável que as complexidades que se apresentam de forma crescente em nosso cotidiano e trabalho estão, de alguma forma, tornando nossa vida regular mais complicada, não é mesmo? Seguindo essa linha de raciocínio, gerou-se um pensamento coletivo de que o que é de última geração é o que é melhor, tendo como principal atrativo a questão da contínua incorporação de melhorias facilitadoras.

Entretanto, a rapidez com que a tecnologia disponibiliza itens/acessórios, linhas avançadas de produtos não subentende de que essa mesma premissa implique de que o último lançamento é seguramente o melhor que há. Não é incomum encontrarmos em uma gaveta em casa, por exemplo, aparelhos celulares antigos ainda com tecnologia que nos atenda e que esteja já suplantado pelo último lançamento realizado. Estamos aqui falando na linha do tempo de não mais que 10 anos! E aí reside uma questão crucial que vem à mente quando nos detemos a uma análise crítica mais profunda: a de que inúmeras vezes o simples é superior ao complexo ou até mesmo sofisticado. Muitas vezes, para incremento de vendas, fala-se de meras incorporações cosméticas, aquelas que são táticas para impulsionamento de mercado largamente consumidor.

IMAGEM: MACMAGAZINE

Até algum tempo atrás, telefone era para telefonar, para contatar pessoas. Hoje, esse pequeno e cada vez menor e mais slim agrega um leque de ferramentas que muitas vezes, por estarem tão compactadas, não nos apresentam de fato a melhor performance ou até mesmo sequer precisamos ou utilizamos todas elas. Acrescido a isso, independente de tudo o que nos ofereça, esse dispositivo terá sua vida considerada útil até que saia o modelo seguinte e, por conseguinte, rapidamente se tornará obsoleto.

Essa elucidação nos oferece uma boa metáfora de vida. Veja que podemos optar por realizar uma ou duas coisas muito bem, e que elas podem propiciar um impacto duradouro à sociedade, até mesmo durando gerações. Lembremos, por exemplo, de Einstein que teve em relação a outros renomados gênios, uma única ideia, a da Relatividade. Cada um em sua área de atuação, com dedicação se formam ao longo da vida e carreira em fazer muito bem o que fazem e de forma simples, sem filigranas.

Quando se abre muito o espectro, cria-se uma amplitude de possibilidades que podem tomar rumos mais diversos ainda, e à frente geram baixa influência na comunidade ou sociedade de forma geral. No âmbito de mercado, devemos focar em identificar nossos pontos fortes e talentos e buscar apostar e direcionar nossos objetivos para nos sobressairmos justamente aí. O dito “aprendiz de tudo e mestre de nada” já não tem mais espaço. Devemos concentrar nosso tempo e energia naquilo em que realmente somos bons e que servem a um determinado grupo, comunidade, sociedade.

O cenário nacional e internacional torna as pessoas mais e mais ambiciosas e imprimem um sentimento de adicionar coisas e tarefas mais e mais em seu dia a dia quando, em verdade, dever-se-ia simplificar suas respectivas vidas e carreiras, pois nem sempre a complexidade é benéfica, ainda que se esteja visando atingir o ponto de inflexão do Bom para o Melhor. Este caminhar deve ser gradual e crescente e não o seu contrário. Para ser melhor também se pode ser simples, muito simples!